Vá devagar
A velocidade baixa não é só regra: é o que permite ver. Quem atravessa rápido chega do outro lado dizendo que não viu nada, e tem razão.
A Estrada Parque Pantanal tem cerca de 116 quilômetros e é formada por trechos das rodovias MS-184 e MS-228, passando por Miranda, Corumbá e Ladário. O que a torna diferente de qualquer outra estrada não é a paisagem: é a facilidade de observar fauna em habitat original a partir da própria via. Não é trajeto para atravessar, é trajeto para percorrer devagar.
Não é um parque no sentido de área cercada com portaria. É um corredor rodoviário protegido, com área de aproximadamente 6.800 hectares, dos quais cerca de 85% estão no município de Corumbá.
A via foi construída sobre aterros de 1 a 3 metros de altura, com o objetivo de garantir tráfego em qualquer estação. O objetivo não foi alcançado por completo: em cheias mais intensas a água ainda invade partes do traçado.
Porque o aterro criou uma faixa elevada em meio a áreas que alagam. A água que se acumula nas laterais atrai peixes, os peixes atraem aves, e a sequência continua. O resultado é uma concentração de vida bem ao lado do asfalto e do cascalho.
A região abriga mais de 650 espécies de aves. Some a isso jacarés, capivaras e outros mamíferos, e a estrada vira um dos melhores territórios de observação do Pantanal Sul, sem exigir trilha nem barco.
A velocidade baixa não é só regra: é o que permite ver. Quem atravessa rápido chega do outro lado dizendo que não viu nada, e tem razão.
São os horários em que a fauna se movimenta. No meio do dia o calor reduz bastante a atividade dos animais.
As travessias sobre corixos concentram vida aquática e são os pontos de parada mais produtivos do trajeto.
Jacaré parado não é jacaré manso. Observe do veículo ou a distância segura, e não interfira no comportamento do animal.
Em condição normal, carro comum percorre. O problema não é a altura do veículo e sim a condição do piso depois de chuva, que muda de um dia para o outro. A regra prática é confirmar a situação antes de sair, com a pousada ou com o operador, e não confiar em relato de outra temporada. Para o trecho por estrada, veja aluguel de carros.
Vale, e é o que separa uma passagem de uma visita. Existem pousadas rurais ao longo do percurso, com ecoturismo e turismo rural. Como os melhores horários de observação são o amanhecer e o entardecer, quem dorme por ali pega as duas janelas; quem faz bate e volta pega no máximo uma.
A estrada liga duas das portas de entrada do Pantanal, o que a torna um trajeto e um passeio ao mesmo tempo. Quem entra por Aquidauana costuma combiná-la com a estadia em fazenda. O contexto geral da região está em turismo no Pantanal Sul.
São cerca de 116 quilômetros, formados por trechos das rodovias MS-184 e MS-228, nos municípios de Miranda, Corumbá e Ladário. A área total é de aproximadamente 6.800 hectares, dos quais cerca de 85% ficam em Corumbá.
Depende da época e da condição do piso. A via foi construída sobre aterros de 1 a 3 metros justamente para permitir tráfego o ano inteiro, mas em cheias mais intensas a água invade partes do traçado. Confirme a situação antes de sair, principalmente no período de chuvas.
Fauna pantaneira em habitat original, observada a partir da própria estrada. A região abriga mais de 650 espécies de aves, além de jacarés, capivaras e outros mamíferos que se aproximam das áreas alagadas às margens da via.
O trajeto não deve ser feito com pressa. A velocidade é baixa por causa do piso e da própria fauna que cruza a via, e o sentido do passeio é parar para observar. Reserve o dia, e não algumas horas.
Sim. Ao longo do percurso existem pousadas rurais que oferecem ecoturismo e turismo rural. É a forma mais comum de aproveitar bem a região, já que os melhores horários de observação são o começo da manhã e o fim da tarde.
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