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Cachoeira alta em meio a mata preservada

Abismo Anhumas e Boca da Onça: os passeios pesados

São os dois atrativos de Bonito que exigem mais do visitante. O Abismo Anhumas é um rapel de 72 metros até uma caverna com lago subterrâneo, seguido de flutuação ou mergulho lá dentro. A Boca da Onça é um parque com a cachoeira mais alta de Mato Grosso do Sul e uma trilha que ocupa o dia inteiro. Nenhum dos dois cabe junto com outra coisa.

Como funciona o Abismo Anhumas?

O acesso à caverna é por rapel: uma descida de 72 metros por uma fenda estreita até chegar ao lago subterrâneo. Lá embaixo, o visitante faz flutuação ou, se tiver certificação, mergulho autônomo dentro da gruta.

Não é preciso ter experiência prévia com rapel, mas o treinamento é obrigatório e costuma ser feito no dia anterior à descida. A subida de volta é assistida por equipamento. O número de vagas por dia é dos menores de Bonito, o que torna a reserva antecipada indispensável.

Para quem o Anhumas faz sentido?

Faz sentido se

Você quer uma experiência que não se repete em outro lugar, não tem medo de altura e aceita pagar caro por vaga limitada. Também se já conhece Bonito e busca algo diferente do circuito de flutuação.

Não faz sentido se

Você tem receio de altura ou de espaço fechado, viaja com criança pequena, ou tem apenas dois dias na cidade. Nesse caso o orçamento rende mais em dois passeios convencionais.

Como é o dia na Boca da Onça?

O parque reúne várias quedas d'água ligadas por uma trilha em mata preservada, com a maior cachoeira de Mato Grosso do Sul como ponto alto. O percurso é longo, tem desnível relevante e inclui escadas.

A visita ocupa o dia inteiro e cansa de verdade. Em troca, é o passeio de Bonito com maior variedade de paisagem: são quedas de portes diferentes ao longo de um mesmo trajeto, com paradas para banho.

Como escolher entre os dois?

Pelo tipo de esforço

O Anhumas exige coragem concentrada em poucos minutos de descida. A Boca da Onça exige resistência distribuída ao longo de horas de caminhada. São exigências diferentes, e a pessoa costuma saber qual das duas suporta melhor.

Pelo grupo

A Boca da Onça aceita um grupo mais variado, desde que todos caminhem bem. O Anhumas é individual na prática: quem não desce fica esperando na superfície.

Pelo orçamento

Os dois estão entre os passeios mais caros da cidade. Num roteiro de três dias, incluir os dois costuma consumir a maior parte do orçamento de atrativos. O guia de Bonito trata de como distribuir esse gasto.

O que levar

  • ✓Calçado fechado com boa aderência. Nos dois passeios há pedra molhada.
  • ✓Roupa que possa molhar e uma troca seca para depois.
  • ✓Água e algo para comer, principalmente na Boca da Onça, onde o intervalo entre refeições é longo.
  • ✓Protetor solar e repelente, conferindo antes se o atrativo exige produto biodegradável.
  • ✓Disposição para acordar cedo: os dois começam no início da manhã.

Seguro e condição de saúde

Atividades de aventura costumam estar fora da cobertura padrão de apólices comuns, que tratam rapel e mergulho como esporte de risco. Se você contratou seguro viagem, confirme a exclusão antes de embarcar. O guia de como escolher seguro viagem explica onde essa cláusula costuma aparecer.

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Dúvidas frequentes

Perguntas frequentes

É um rapel de 72 metros por uma fenda até uma caverna com lago subterrâneo. Lá embaixo o visitante faz flutuação ou mergulho dentro da gruta. É considerado uma das experiências mais radicais do ecoturismo brasileiro e tem vagas diárias muito restritas.

Não é exigida experiência prévia, mas há treinamento obrigatório antes da descida, normalmente no dia anterior. O visitante desce sozinho, conduzido pelo próprio equipamento, com equipe de segurança acompanhando do alto e da base.

A Boca da Onça é a cachoeira mais alta de Mato Grosso do Sul. O parque reúne várias quedas ao longo de uma trilha em mata preservada, e a visita ocupa o dia inteiro.

Exige mais que a média dos passeios de Bonito. A trilha é longa, com desnível relevante e escadas, e o percurso dura horas. Não é atividade para quem tem limitação de mobilidade ou problema de joelho.

Não. Cada um ocupa o dia inteiro, exige deslocamento próprio e cansa o bastante para inviabilizar qualquer outra atividade depois. Em roteiros de três dias, o normal é escolher um dos dois.

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